a morte

Sobre a Morte e a Vida

a morteSempre quando alguém próximo morre começo a refletir sobre o assunto. Questiono o sentido da vida, a razão de muitas mortes tão prematuras. Doenças, acidentes, assassinatos. Percebo também o valor do tempo, o valor de viver cada dia de uma vez, de me preocupar em ser feliz hoje. Quem coloca a felicidade no futuro pode nunca alcança-la.

Eu já tive medo da morte. Medo de envelhecer sozinho. De não deixar um legado para o mundo, ser esquecido, como se minha vida tivesse sido em vão. A gente tem medo de cada coisa né?

Hoje acredito, por causa do espiritismo , na reencarnação. E que nossa vida é uma escola: estamos na Terra para sermos pessoas melhores, evoluir moralmente. E enquanto não evoluímos o “suficiente” continuamos reencarnando. A ideia de um Deus que nos dá infinitas chances de melhora me parece justa. Em cada vida temos chances diferentes para aprender valores diferentes e tendo sempre o nosso livre arbítrio, onde cada ação tem uma reação – nessa vida ou nas próximas.

Para ser sincero o espiritismo me pareceu uma história de ficção no início. Uma viagem curiosa. Mas tudo que eu aprendi na Igreja Católica não parece também ficção para um Ateu?

Não consigo mais pensar na morte como antigamente. Morrer é seguir para uma nova etapa de uma existência eterna. E o que importa não é a quantidade de anos que se vive, mas sim o bem você fez. Já não tenho mais medo da morte e do tempo. E para a vida procuro dar o melhor de mim e acreditar que o nosso legado é a certeza de ter feito a diferença para o mundo e para mim mesmo.

“Uma existência é um ato. Um corpo – uma veste. Um século – um dia. Um serviço – uma experiência. Um triunfo – uma aquisição. Uma morte – um sopro renovador. Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?” Trecho do livro Nossa Lar

Follow Friday – 1

Happy Baby Sempre fiz amigos pela internet, a maioria por causa dos meus blogs. E para mim uma das grandes vantagens de ter blog, além de escrever sem medo de ser feliz, é esse relacionamento que se forma entre os blogueiros. Por isso vou dedicar os posts das sextas-feiras para o Follow Friday, o famoso #FF do twitter, para divulgar blogs, sites e posts que gosto e sempre leio. Vamos começar?

Essa semana tive o prazer de conhecer um blog que adorei. Confissões Ácidas é o blog da Dama de Cinzas. Ela se descreve como uma transexual que se fez mulher e divide confissões, pensamentos e opiniões de uma mulher nada comum. O post Desvendando mitos sobre transexualidade é muito informativo e me tirou muitas dúvidas. Quero deixar aqui a dica do post e do novo blog que começo a seguir. Bora conhecer! Blog Confissões Ácidas

Também fiquei conhecendo o Canal do Pirulla, um cara que fala sobre ciência, religião e evolução de uma forma muito informativa e descontraída. Os videos dele que chamaram minha atenção foram, claro, sobre homossexualidade. O rapaz argumenta com base em diversas pesquisas sobre a possível causa da homossexualidade e defende os direitos LGBTs de  forma lúcida. Partiu pro Canal Pirulla25. canal-pirulla

Homossexualidade – Ponto final

Grande abraço e na próxima semana tem mais! Uma ótima sexta para todos nós!

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Sobre o casamento

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Os homossexuais existem. Vão continuar existindo independente da opinião alheia. Casados, solteiros, andando de mãos dadas ou não. Nenhum homossexual se tornou homossexual por causa de exemplo. “Meu pai é gay e eu também quero ser. Fulana é lésbica, que divertido, a partir de amanhã eu quero virar lésbica gente.” Não é assim que funciona.

Não sabemos o motivo de uma pessoa não ser heterossexual como a sociedade espera que seja. Ser gay não é uma opção. A opção que o gay tem é entre ser infeliz fingindo ser hétero, mentindo ou ser feliz procurando alguém para amar. Para quem acredita em Deus – e eu acredito – e se for um pecado amar alguém do mesmo sexo que eu, quem tem que me julgar é Deus. E com ele eu converso toda noite. Ele conhece meu coração e me ama como ama todo mundo. Porque foi assim que me ensinaram. Jesus não veio salvar só uma religião, só um povo, ele veio para todos.

Mas se não sabemos o motivo de uma pessoa ser gay como então podemos julga-la? Condena-la a infelicidade e a marginalidade da sociedade? Como podemos ter tanto ódio dizendo que aquela pessoa quer destruir a família? Eu sou gay e não quero destruir a família, pelo contrário: quero ter a minha família.

Não é melhor uma pessoa casada? Podendo dividir a vida com um companheiro? Qual a ameaça que isso causa para o resto do mundo? Dizer que mais pessoas vão virar gays com essa mudança não tem lógico alguma. Como eu já citei ninguém vira gay por exemplos. Ninguém é gay porque pode ser gay. Gay pode casar, então vamos virar viado. Uhuu! Isso não acontece.

O que pode acontecer – e espero que aconteça – é crianças e jovens que sofrem porque são gays se sentirem mais seguros para buscar a felicidade. Uma minoria que é gay vai continuar gay e a maioria que é hétero vai continuar hétero. Simples assim.

O que deve mudar é o respeito. É entender que todo mundo tem direito a felicidade. É ensinar as crianças a respeitarem as diferenças. Uma criança que conhece e respeita a diversidade não vai se tornar homossexual por causa disso. Vai se tornar um ser humano melhor.

Porque ser gay não muda quem sou. É hora do casamento igualitário.

Sobre Páscoa

Venho pensando nos últimos meses sobre a vida. Refletindo sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Em um ano mudei de casa, mudei de religião e venho procurando mudar de pensamentos e atitudes.

E mudar de pensamentos e atitudes não é uma tarefa simples. Pelo contrário, mas venho tentando. Venho tentando não julgar as pessoas, as diferenças. Tentando não generalizar. Não devolver o ódio com mais ódio.

Vejo os cristãos – e não quero generalizar – começando uma guerra contra nós, gays. E sei que não é uma situação atual, pelo contrário. Mas por conta do acesso rápido a informação que temos hoje as discussões se tornam muito mais visíveis.

Vejo pessoas querendo impor pensamentos. Eu não quero impor – luto para não impor minhas opiniões. Afinal elas são minhas. É saudável discutir, conversar respeitando a opinião do outro. Mas impor algo é tão brutal. Tão agressivo.

Por isso quero falar de mim, quero dividir minha opinião, meus sentimentos, minha experiência. E o que eu tenho para compartilhar é sobre quem eu sou. Ninguém quer ensinar homossexualidade para ninguém. Isso não existe. As pessoas não entendem que ser gay, ser hétero, ser bi ou ser transsexual não é uma escolha.

Se uma criança é hétero ela não vai virar gay vendo dois homens gays juntos. O que eu vejo, minha realidade, são diversas crianças gays que sofrem preconceito. Que são rejeitadas por serem diferentes.

E é essa mentalidade que precisa mudar. Não queremos incentivar a homossexualidade. Queremos incentivar o bem estar de quem já é gay. A humanidade não vai se tornar homossexual. A família tradicional não vai acabar se os gays também se casarem. A pequena porcentagem de pessoas que nasce gay vai ter o direito de ser feliz – ou infeliz né? – na vida a dois assim como todo mundo. Mesmos direitos.

Algum heterossexual pode me responder em que momento escolheu ser hétero? Pois bem, eu também não escolhi ser gay. E pode ter certeza que perguntei muito tempo a Deus porque Ele me fez diferente. Ainda não tive essa resposta, mas aprendi a olhar a vida de uma nova maneira. O que aprendi sendo gay?

Aprendi a aceitar as pessoas independe de suas diferenças. Amar as pessoas independente de suas diferenças. E por isso eu sou grato.

Para quem acredita em Jesus, e até para quem não acredita, ele nos trouxe uma mensagem de amor. Uma mensagem onde todos deveriam ser caridosos e buscar ajudar aos próximos. Amar aos próximos. Jesus amou os diferentes, em todo momento a Bíblia mostra isso, e por isso minha opinião, e a que quero dividir com vocês agora, é que nessa Páscoa – um momento que Jesus ressuscita, mostrando que a morte não é o fim. Mostrando que sua mensagem de amor é verdadeira, possamos apenas levar a mensagem de amor, de caridade Dele. Pois Ele nos ama incondicionalmente e é isso que importa.

Jesus morreu por nós. E você tem “morrido” por alguém? Tem doado sua vida, seu tempo para ajudar alguém? Para fazer o bem a alguém?

Orientação sexual não indica caráter. Religião também não. Que o verdadeiro sentido da Páscoa possa fazer nascer em nós pessoas melhores, verdadeiros cristãos. Boa Páscoa e que assim seja.

Lincoln

Nunca fui um bom aluno de história no colegial. E como na faculdade fui fazer análise de sistemas não é de espantar que história não seja meu forte. ( nem português né? Aloka ) Hoje me arrependo de não ter prestado devida atenção as aulas de história e tantas outras disciplinas que na época não tinham tanta importância para mim. Parece que no colegial temos uma pressa tamanha de crescer e não aproveitamos aquele momento. Ou simplesmente não tenhamos maturidade suficiente para entender que tudo está conectado. Sei lá.

Hoje fui ver o filme Lincoln, o grande favorito do Oscar, e confesso que mais uma vez – e cada vez mais – me apaixono por história. Adorei o filme, mesmo me perdendo muitas vezes em seus diálogos rápidos e suas referências a história dos Estados Unidos da América. Mas o filme cumpre muito bem seu papel. Me fez conhecer sobre o tal do Abraham Lincoln. O filme se resume no presidente buscando aprovar a emenda da abolição da escravidão para o país. Enquanto isso quatro anos de guerra civil se estendem entre os estados do norte contra os estados do sul.

A guerra, também conhecida como Guerra de Secessão, tinha como principal objetivo a abolição. Enquanto o norte era a favor da abolição – ou nem tanto, afinal ficou bem claro que eles queriam a abolição para finalizar com a guerra – o sul era contra, pois dependia muito mais do trabalho escravo para movimentar a economia.

O filme narra o momento final da guerra e como Lincoln busca votos no congresso para aprovar a 13ª emenda, assim abolir com a escravidão e acabar com a guerra. Para isso é preciso comprar votos. Daí vem minha primeira reflexão com o filme: a corrupção é usada para algo bom. Mas o bem e o bom é algo relativo – pelo menos naquela época a escravidão era “natural”.

A segunda reflexão é sobre os argumentos contra a abolição: a Bíblia, a religião. Em 1865, há quase 150 anos, escravidão e racismo eram defendidos e considerados algo normal, inclusive com argumentos bíblicos. E olha que nem é tanto tempo assim. Se nesse período o voto dos negros era impensável – e das mulheres também, hoje termos um presidente negro nos EUA é de se admirar a nossa evolução como seres humanos. E apesar de me considerar espiritualizado e respeitar todas as religiões e a Bíblica, acho fundamental nos questionarmos como as pessoas usam os argumentos bíblicos – muitas vezes contraditórios na própria Bíblia – de acordo com seus interesses.

A Bíblia não deveria causar tanto ódio, opressão e preconceito. Mas o preconceito ainda existe, claro. Racismo, machismo e tantas outras formas de intolerância estão aí para comprovar. Muitas vezes velado, mas ainda sim presente. E a Bíblia serve de base para as pessoas se agredirem.

O filme me mostrou um pouco mais sobre a escravidão e o preconceito de um outro país. E o que fazer com os escravos depois da liberdade? Essa parte da história a gente conhece, infelizmente, e  reflete também na sociedade brasileira até hoje.

Conhecer o passado é fantástico. Entender as personagens que lutaram, se sacrificaram e buscaram mudar o mundo para melhor é inspirador. Encorajador. Aloka querendo ser a Lincoln Gay. Quem quer vender votos aí?