Fugir

“O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.”  Caio F.

Já é Maio. E o que fiz foi fugir. Fugir das consequências, das responsabilidades. Da vida.

Inerte, perdido, sozinho. Sendo devorado pelo tempo, devorado por você.

 

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Sobre a Morte e a Vida

a morteSempre quando alguém próximo morre começo a refletir sobre o assunto. Questiono o sentido da vida, a razão de muitas mortes tão prematuras. Doenças, acidentes, assassinatos. Percebo também o valor do tempo, o valor de viver cada dia de uma vez, de me preocupar em ser feliz hoje. Quem coloca a felicidade no futuro pode nunca alcança-la.

Eu já tive medo da morte. Medo de envelhecer sozinho. De não deixar um legado para o mundo, ser esquecido, como se minha vida tivesse sido em vão. A gente tem medo de cada coisa né?

Hoje acredito, por causa do espiritismo , na reencarnação. E que nossa vida é uma escola: estamos na Terra para sermos pessoas melhores, evoluir moralmente. E enquanto não evoluímos o “suficiente” continuamos reencarnando. A ideia de um Deus que nos dá infinitas chances de melhora me parece justa. Em cada vida temos chances diferentes para aprender valores diferentes e tendo sempre o nosso livre arbítrio, onde cada ação tem uma reação – nessa vida ou nas próximas.

Para ser sincero o espiritismo me pareceu uma história de ficção no início. Uma viagem curiosa. Mas tudo que eu aprendi na Igreja Católica não parece também ficção para um Ateu?

Não consigo mais pensar na morte como antigamente. Morrer é seguir para uma nova etapa de uma existência eterna. E o que importa não é a quantidade de anos que se vive, mas sim o bem você fez. Já não tenho mais medo da morte e do tempo. E para a vida procuro dar o melhor de mim e acreditar que o nosso legado é a certeza de ter feito a diferença para o mundo e para mim mesmo.

“Uma existência é um ato. Um corpo – uma veste. Um século – um dia. Um serviço – uma experiência. Um triunfo – uma aquisição. Uma morte – um sopro renovador. Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?” Trecho do livro Nossa Lar

Controle

Podemos acreditar que temos algum controle sobre nossas vidas. Podemos fazer planos, contar dias, organizar datas e imaginar o futuro.
Mas a verdade é que quando a gente menos espera a vida vem e mostra que não temos controle nem sobre nós mesmos.
Quando a gente percebe que tudo está diferente e, apensar do medo, da angustia e do ressentimento, a vida sempre vai nos mostrar que existe algo melhor para nós.
Não acredito no acaso. Acredito nas pessoas e que existe um propósito para tudo. As melhores vibrações para nós. Para todos nós.

Mudar

Se o primeiro semestre de 2012 tivesse um nome seria Mudanças. Bem, eu sei que os semestres não tem nomes, a vida não é um seriado americano e não vivemos em temporadas. Mas sou um rapaz desses meio loucos que gostam de sonhar um pouco e ver a vida de formas diferentes. Então perdoem a minha imaginação. Ou não.

Primeiramente mudei de casa. Novos vizinhos, novos móveis e nova rotina. Acordar uma hora mais cedo para trabalhar está sendo complexo risos… espero que faça bem pra pele pelo menos.

Casei. Isso mesmo…. estou morando com o meu namorado. Agora é meu marido? Namorido? E apensar de todos os medos estou adorando a vida de casado nesses primeiros dois meses.

Também comecei um projeto empreendedor com dois amigos. (Um beijo pra B. pro Admin Secreto e pra você Xuxa!!).

Além disso também estou me reaproximando da religião. Me afastei da Igreja Católica há alguns anos por não concordar com alguns pontos, inclusive sobre a homossexualidade. Estou conhecendo melhor o Espiritismo e pra ser sincero estou gostando do que estou aprendendo. Mas esse é assunto pra um outro Post. Né?

Bastante mudança pra menos de seis meses. E estou feliz com todas elas. Animado e brincando de seriado americano. risos.. aLoca.

Mudar é preciso. Quais as mudanças de vocês nos últimos tempos em?

Beijo na boca da Srta K. Vem danças comigo e viver nossa ilusão!! ( Ilusões com Adam Levine! A-D-O-R-O-O!! )

Sentido Contrário – I

Ele entrou no sentido contrário do metrô. Não por acaso ou por engano.
Desceu na estação errada, hora errada de um sábado qualquer. Não queria admitir, mas queria estar ali. Queria sentir a cidade e queria ser visto por ela.
Não, ele não queria amar nem ser amado. Nada de final feliz barato, daqueles comprados na banca de jornal. Da cidade ele queria apenas o sexo em sua forma mais crua. Queria uma felicidade instantânea. Sua vida era instantânea.
Sentido contrário da sua casa. O metrô o levava sentido cidade, sentido centro, noite e prazer. Marcus nunca mais seria o mesmo. Nem eu.