Feliz 2014

Estou buscando. Preciso buscar e por isso mudo. Há quem não suporte a mudança. Há quem necessite dela para suportar a vida.

Eu ainda não sei bem onde me encaixo. Sei que preciso mudar muito mais dentro de mim do que fora. Hoje acredito que estou aqui para isso e assim viver ganha um novo propósito. O mundo me dá novas oportunidades e por isso sou grato.

Que 2014 traga todas as mudanças que promete e que elas me ensinem o que eu necessito aprender. Feliz Ano Novo!

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Sobre defeitos

Olho no espelho e vejo tantos defeitos. 2013 me mostrou tão diferente do que me imaginava. Tão incoerente de quem eu me mostrava. Mas também me deu a chance de mudar. Melhorar-me. Os defeitos incomodam, o espelho incomoda. Queria não precisar vê-lo. Queria fingir que não me reconheço na lama. Mas sou eu, ali, deitado, olhar perdido, esperando sabe lá o quê. O quê?

Quem eu fui, quem eu sou e quem desejo um dia ser?

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O quanto a gente muda em um ano? O quanto a gente muda em uma vida?
Viver é mudança. É crescer, aprender e tropeçar. Ás vezes é choro e outras riso. E apesar de tudo ser feliz.
E felicidade não é a ausência de problemas. Felicidade é só ponto de vista. É como eu encaro um problema. É como eu encaro a vida.
Mas o que define a minha felicidade? O que me define?
Minha profissão? Minha família e meus amigos? Minha religião ou minha orientação sexual? Meus medos, meus sonhos?
Não sou mais quem era ontem e não tenho medo de quem serei amanhã. Nem medo do tempo, pois a vida não cessa.
Nada é por acaso nem em vão. Tudo é consequência e assim sou grato.
Obrigado aos amigos de todos os momentos! Obrigado a Deus por meus vinte e seis anos.
E que venham as mudanças!

“Talvez tudo, talvez nada. Porque era cedo demais e nunca tarde.” Caio F. Abreu

meio-fio

Eu estava lá, sentado no meio-fio esperando por você. Eu estava lá.
Tinha momentos que eu me perdia observando a lua, outros momentos eu te observava.
Você estava despido de todo figurino e eu quase não te reconhecia. Eu tentei gritar, eu queria gritar. Eu gritei, mas você não me ouvia.
Eu acho que foi um sonho. Eu queria que fosse, mas não era.
E você ria, olhava. Não para mim, nem para a lua, mas para os outros. Você sorria e eu queria sorrir também.
Eu queria dividir essa sua alegria doentia. Eu queria ser doente também e não me importar com nada. Ninguém.
Queria menos dor, menos peso. Mas meu corpo pesava e te alcançar era impossível.
Sorrir também.

 

Convite

O olhar dele era um convite. Quando a gente precisa qualquer detalhe é um convite. Eu podia sentir o cheiro do sexo naquele lugar, o prazer era meu guia, era energia que me envolvia. Certo ou errado, procurando uma mentira nova por alguns minutos de prazer.

O olhar dele era desejo. Quando a gente precisa qualquer detalhe é desejo. Eu dizia que não, mas meu corpo queria estar ali. Eu pensava: só mais hoje, mas sabia que não era o fim.

O olhar dele era abrigo. O meu corpo era vício, minha alma culpa. Duelo eterno, risco, perigo, luta. Quando a gente precisa qualquer detalhe é abrigo e só depois do gozo encontro o suicídio.

Construção

Amor é detalhe. Não é o que se diz, mas como se diz. Não é a palavra, mas sim o sentido. É rotina, companhia, companheirismo. É riso sem motivo, olhar cúmplice, passos na mesma direção. É lágrima. Ora de tristeza, ora de alegria. É aprendizado. Amor é construção.

“Alguém te perguntou como é que foi seu dia?”