Drogas

Cheguei em casa repetindo incessantemente que o erro não iria se repetir. Todo viciado diz que é a última vez, mas nunca é.

Mas eu queria acreditar no mantra que em voz alta dizia: foi a última vez, foi a última vez. Eu acreditava naquilo. Eu precisava acreditar. Quando o vício me consome, irresistíveis forças me envolvem, cego-me e esqueço de todas as consequências.

Já era dia, com a luz do Sol entrando pela janela do banheiro tirei a roupa. Sentia como se cada parte do meu corpo estivesse suja. Desejavam um banho, mas sabia que a água não limparia as marcas dos prazeres que provei naquela madrugada.

Podia ser álcool, outra Droga qualquer, mas meu vício era o sexo. E a água não poderia me salvar das consequências. Nada poderia.

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