Convite

O olhar dele era um convite. Quando a gente precisa qualquer detalhe é um convite. Eu podia sentir o cheiro do sexo naquele lugar, o prazer era meu guia, era energia que me envolvia. Certo ou errado, procurando uma mentira nova por alguns minutos de prazer.

O olhar dele era desejo. Quando a gente precisa qualquer detalhe é desejo. Eu dizia que não, mas meu corpo queria estar ali. Eu pensava: só mais hoje, mas sabia que não era o fim.

O olhar dele era abrigo. O meu corpo era vício, minha alma culpa. Duelo eterno, risco, perigo, luta. Quando a gente precisa qualquer detalhe é abrigo e só depois do gozo encontro o suicídio.

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