Lincoln

Nunca fui um bom aluno de história no colegial. E como na faculdade fui fazer análise de sistemas não é de espantar que história não seja meu forte. ( nem português né? Aloka ) Hoje me arrependo de não ter prestado devida atenção as aulas de história e tantas outras disciplinas que na época não tinham tanta importância para mim. Parece que no colegial temos uma pressa tamanha de crescer e não aproveitamos aquele momento. Ou simplesmente não tenhamos maturidade suficiente para entender que tudo está conectado. Sei lá.

Hoje fui ver o filme Lincoln, o grande favorito do Oscar, e confesso que mais uma vez – e cada vez mais – me apaixono por história. Adorei o filme, mesmo me perdendo muitas vezes em seus diálogos rápidos e suas referências a história dos Estados Unidos da América. Mas o filme cumpre muito bem seu papel. Me fez conhecer sobre o tal do Abraham Lincoln. O filme se resume no presidente buscando aprovar a emenda da abolição da escravidão para o país. Enquanto isso quatro anos de guerra civil se estendem entre os estados do norte contra os estados do sul.

A guerra, também conhecida como Guerra de Secessão, tinha como principal objetivo a abolição. Enquanto o norte era a favor da abolição – ou nem tanto, afinal ficou bem claro que eles queriam a abolição para finalizar com a guerra – o sul era contra, pois dependia muito mais do trabalho escravo para movimentar a economia.

O filme narra o momento final da guerra e como Lincoln busca votos no congresso para aprovar a 13ª emenda, assim abolir com a escravidão e acabar com a guerra. Para isso é preciso comprar votos. Daí vem minha primeira reflexão com o filme: a corrupção é usada para algo bom. Mas o bem e o bom é algo relativo – pelo menos naquela época a escravidão era “natural”.

A segunda reflexão é sobre os argumentos contra a abolição: a Bíblia, a religião. Em 1865, há quase 150 anos, escravidão e racismo eram defendidos e considerados algo normal, inclusive com argumentos bíblicos. E olha que nem é tanto tempo assim. Se nesse período o voto dos negros era impensável – e das mulheres também, hoje termos um presidente negro nos EUA é de se admirar a nossa evolução como seres humanos. E apesar de me considerar espiritualizado e respeitar todas as religiões e a Bíblica, acho fundamental nos questionarmos como as pessoas usam os argumentos bíblicos – muitas vezes contraditórios na própria Bíblia – de acordo com seus interesses.

A Bíblia não deveria causar tanto ódio, opressão e preconceito. Mas o preconceito ainda existe, claro. Racismo, machismo e tantas outras formas de intolerância estão aí para comprovar. Muitas vezes velado, mas ainda sim presente. E a Bíblia serve de base para as pessoas se agredirem.

O filme me mostrou um pouco mais sobre a escravidão e o preconceito de um outro país. E o que fazer com os escravos depois da liberdade? Essa parte da história a gente conhece, infelizmente, e  reflete também na sociedade brasileira até hoje.

Conhecer o passado é fantástico. Entender as personagens que lutaram, se sacrificaram e buscaram mudar o mundo para melhor é inspirador. Encorajador. Aloka querendo ser a Lincoln Gay. Quem quer vender votos aí?

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2 pensamentos sobre “Lincoln

    • Assistiu? risos..
      Não fui tão animado ver o filme no cinema, mas tive uma grande surpresa e gostei. Na minha cabeça fiz um paralelo com o filme “Milk – a voz da igualdade”, sobre a questão dos direitos lgbts.

      Beijão e obrigado pela visita

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