Quinze

Fiquei observando enquanto ele se despia. Para mim seu corpo era poesia. Suas pernas, seus pelos, seu sorriso. Em um momento ele olhou para mim: Não consegui desviar o olhar.
Eu era magro. Corpo de menino ainda, desengonçado, crescendo. Quinze anos. Eramos os únicos de sunga: Não entendia porque todos os outros garotos usavam bermudas para entrar na cachoeira. Mas ele tinha corpo para exibir, tinha tantos pelos, tantos músculos que eu não conseguia não olhar.
Naquele momento eu sabia que existia algo de errado. Diferente. Seria o diabo me pregando uma peça? Foi o primeiro homem para quem eu olhei.
Nada daquilo fazia sentido. Ainda não faz.

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