Sentido Contrário – I

Ele entrou no sentido contrário do metrô. Não por acaso ou por engano.
Desceu na estação errada, hora errada de um sábado qualquer. Não queria admitir, mas queria estar ali. Queria sentir a cidade e queria ser visto por ela.
Não, ele não queria amar nem ser amado. Nada de final feliz barato, daqueles comprados na banca de jornal. Da cidade ele queria apenas o sexo em sua forma mais crua. Queria uma felicidade instantânea. Sua vida era instantânea.
Sentido contrário da sua casa. O metrô o levava sentido cidade, sentido centro, noite e prazer. Marcus nunca mais seria o mesmo. Nem eu.

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